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Cai pra rua! Capcom revela muitas novidades para Street Fighter 6!
A espera por informações cruciais sobre as propostas da Capcom ao seu tradicional fighting game chega ao fim! Conceitos artísticos, modos de jogo, mecânicas de combate, plataformas de lançamento, tudo com previsão para 2023!
09 de Junho de 2022 Rafael de Oliveira Update
Durante o State of Play promovido pela Sony em 02 de Junho, a Capcom apresentou dois trailers de grande repercursão: um revelando o remake de Resident Evil 4, e outro com novos conteúdos de Street Fighter 6, revelado antes apenas por um breve teaser trailer em Fevereiro. O volume de informações entregue ao público é considerável, e certamente trouxe às claras como está sendo projetado o sexto capítulo do tradicional fighting game da Capcom.

Nos canais oficials da Capcom no Youtube, o trailer com legendas em Português Brasileiro foi adicionado imediatamente após o anúncio do State of Play, o que demonstra importância por parte da Capcom ao público brasileiro.
Abaixo, segue o trailer de apresentação do game. Confira:
Um segundo trailer foi divulgado em seguida nos canais oficiais da Capcom, revelando uma implementação ao game bem interessante e que traz proximidade com a comunidade de jogos de luta. Em Street Fighter 6, a narração in game com comentários em tempo real durante as partidas será mais emocionante com as inclusão das vozes dos narradores oficiais da Capcom Pro Tour! Os convidados foram Jeremy "Vicious" Lopez para a narração em inglês, e Ari para a narração em japonês. A atitude visa trazer ao público casual não apenas a emoção empenhada pelas narrações dos grandes eventos, mas também levar a cultura e as terminologias do jogo usadas nessas transmissões.

Confira abaixo:
APRESENTAÇÃO GRÁFICA e DIREÇÃO ARTÍSTICA:
Felizmente, o emblema final utilizado como logomarca para o game foi melhor desenvolvido, descartando totalmente o anterior visto no teaser de Fevereiro, este que foi alvo de chacota e preocupação diante um visual muito simplista. A união do algarismo romano e numérico no mesmo emblema afasta de vez a idéia de uma linguagem visual minimalista.

Em direção ao avanço técnico no aspecto gráfico, os personagens aparentam ter aspectos mais realistas desde o curto teaser apresentado em Fevereiro. Em comparação ao visto em Street Fighter V (de visual mais cartunesco), a Capcom demonstra a inteção de levar seu título tradicional para que se estabeleça de fato à geração gráfica atual, isso com a ajuda do motor RE Engine usado em Resident Evil VII e Devil May Cry V. Com a implementação, os personagens possuem cabelos e adereços melhor representados e expressões faciais mais realistas (o que indica a busca por feições menos exageradas diante Street Fighter IV).

Com linguagem visual voltada novamente para a arte urbana, Street Fighter 6 denota mais da cultura Hip Hop em seus cenários, cores e movimentos, algo abordado com a mesma ênfase inicialmente em Street Fighter III. Seguindo o conceito artístico que ressucitou a série em 2008 com o uso de tinta nos movimentos, Street Fighter 6 uniu as cores vivas do grafitti aos golpes mais expressivos, de forma a ser ainda mais impactante do empenhado em Street Fighter V. A tipografia usada para se comunicar com o jogador por meio do HUD ou dos menus se constrata com o restante das curvas e cores ousadas, porém mantem-se harmoniosa ao tema, visto sugerir clareza, força e definição, fontes muito utilizadas nas propagandas de esportes.

Detalhes fazem toda a diferença, mesmo que mínimos, pois o empenho neles demonstra busca pela alta qualidade técnica. Um exemplo a ser destacado são os objetos do chão que se movem com os impactos gerados pela luta, algo que já surpreendia em Street Fighter III 3RD Strike. No cenário Metro City Downtown, há muitos cacos de concreto quebrado, e todos são levados para o ar pelos impactos causados no chão.

Outra atenção dada aos detalhes está na interação do jogador à tela de Versus, recurso chamado "Game Face Feature". Durante a apresentação dos lutadores adentrando à área de combate, um show visual é conduzido ao espectador, como nos eventos do gênero. É possível mudar a expressão do rosto de seu lutador escolhido por meio dos botões direcionais durante a tela de encarada, artifício similar à série Soul Calibur. Veja abaixo:
A sensação de evolução gráfica, necessária para a série desde o início da vida de Street Fighter V, chegou para impressionar!

MODOS DE JOGO:
À exemplo dos títulos da Netherealm Studios, exepcionais em modos distintos no gênero em seus games, pela primeira vez Street Fighter terá modos de jogo exclusivos divididos em três categorias: World Tour, Fighting Ground e Battle Hub. Embora sem descrições profundas por parte da Capcom aos modos, dentro do que foi exposto no trailer cabe algumas explicações:

  • FIGHTING GROUND: Considerado o núcleo de Street Fighter, o chamado "Pátio de Lutas" oferecerá aos jogadores opções para partida local e ferramentas de treinamento. No modo para dois jogadores, é possível ajustar estrelas de força (aqui chamadas de "Vantagem"), ou seja, temos o retorno do clássico Handcap oferecido em Street Fighter II para consoles. A Capcom não informou quais opções englobam o Fighting Ground, em especial, se os modos Arcade, Survival e derivados estarão aqui disponíveis.

  • BATTLE HUB: Ao passo de apenas apresentar menus para o modo online, Street Fighter 6 contará com todo um ambiente online construído para propiciar partidas rankeadas, casuais, em salas abertas ou privadas, além de recursos próprios (espera-se uma versão avançada do Capcom Fighters Netwotk).

  • WORLD TOUR: Street Fighter 6 será o primeiro game da série a oferecer um modo campanha em mundo aberto. Desde Street Fighter Alpha 3 para os consoles, a Capcom não demonstrou interesse em um novo modo campanha que envolva a customização de personagens. Escolha seu avatar e saia às ruas em busca dos mais fortes! Para os saudosistas da série Final Fight, a Capcom apresenta uma Metro City moderna e populosa, repleta de cartões postais reconhecidos do clássico beat'em up. Membros menores da gangue Mad Gear surgem com caixas de papelão cobrindo o rosto, e em meio às sombras, Damnd (Thrasher na versão console) aparece discretamente, sorrindo. Será este um modo campanha com missões envolvendo o combate à Mad Gear em Metro City? A Capcom não deixou mais informações, por enquanto...
  • TIPOS de CONTROLE:
    Em concordância às tendências do mercado atual de jogos, a inclusão de controles simplificados é uma exigência cada vez mais necessária para a inclusão de jogadores casuais e iniciantes. Nos títulos da Capcom, opções automáticas e controles resumidos não são novidade desde Marvel Super Heroes vs Street Fighter. Na série principal, ajustes inclusivos são menos enfáticos, e no máximo, foram feitos para as versões portáteis de seus títulos (Super Street Fighter IV 3D Edition, por exemplo). À exemplo de Fighting EX Layer, a Capcom oferecerá dois tipos de controle: clássico e moderno.

  • Controle CLÁSSICO: Sem alterações no layout conhecido desde o primeiro Street Fighter: layout de seis botões, três níveis de força, e golpes especiais orientados a semi-círculos, carregamentos, círculos completos (360º) no direcional combinados aos botões de ataque. Os botões fracos (LP+LK) resultam no Normal Grab; botões médios (MP+MK) resultam no Drive Parry; botões fortes (HP+HK) resultam no Drive Impact.

  • Controle MODERNO: Feito para a execução de golpes especiais com apenas um botão (ou o botão + direcional). Os Socos e Chutes foram resumidos em um único ataque, estes divididos em três níveis de força. Pode-se imaginar algo parecido com a jogabilidade geral de Marvel vs. Capcom 3, por exemplo. A ausência de três ataques normais no rol de movimentos do lutador é compensada com um botão de assistência para combos automáticos (no Dualsense, segure R2 e aperte repetidas vezes o botão de ataque; no X-BOX Controller, segure RT e aperte repetidas vezes o botão de ataque).
  • Felizmente, a Capcom separou os modos de controle de tal forma que cada jogador tenha liberdade de optar por seu controle preferido.

    DRIVE SYSTEM:
    A parte mais importante de Street Fighter: a construção do novo sistema de combate para esta geração. Com um mecanismo de combate universal e melhor diluído ao elenco de lutadores (ou seja, menos específico/particular em comparação o V-System de Street Fighter V), o chamado Drive System proporciona recursos adaptados dos games anteriores, todos utilizados através da barra de Drive dividida em seis blocos. No início da luta, ambos os lutadores começam com a barra de Drive cheia. Blocos são preenchidos automaticamente, de forma lenta, com o passar do tempo. O total esvaziamento da barra causa um estado de exaustão no lutador, aqui chamado Burnout, deixando-o vulnerável. Dentro desse estado punitivo, a barra deve ser reabastecida por completo para que os blocos de Drive possam ser utilizados novamente.

    São cinco recursos com consumo destinado à blocos de Drive: DRIVE IMPACT, DRIVE PARRY, OVERDRIVE, DRIVE RUSH e DRIVE REVERSAL. Cabe uma explicação de cada um dos recursos, e estes estão detalhados no slide abaixo:
    Os golpes devastadores são aqui chamados novamente de Super Arts, e possuem uma barra exclusiva e apenas para esta finalidade (golpes EX agora são Overdrives, e consomem 2 blocos da barra de Drive). Ao invés de um único ataque Critical Art como em Street Fighter V, cada personagem volta a possuir três Super Arts diferentes, tal como em Street Fighter III, porém todos os golpes ficam à disposição durante o combate. A barra de stun não é exibida no HUD de Street Fighter 6.

    O ofensivo LUKE:
    O protagonista mantém seu estilo ofensivo em combate. Em um novo Super Art, Luke mostra toda sua agressividade com um ataque clássico dos octógonos do MMA: o ground'n pound! Neste sexto capítulo, Luke encontra um rival à altura: Jamie!
    O Caminho restante a RYU:
    O Guerrreiro Mundial alcançou maestria, mas ainda não sente ter cumprido sua jornada. Segundo explicado pelo diretor Takayuki Nakayama no Twitter oficial do game, "A maneira como ele usa o kasaya (manto budista) é uma reminiscência de seu mestre, Gouken.".

    Em sua jogabilidade, temos dois pontos a destacar: o Denjin Reiki (V-Trigger I em Street Fighter V) agora entra na categoria de Special Moves, e sua propriedade é eletrificar seu próximo golpe especial; o Hashougeki (V-Reversal no game anterior) agora é um Special Move, e inclusive, foi potencializado em um novo Super Art, o Shin Hashougeki.
    A professora CHUN LI:
    Takayuki Nakayama diz o seguinte sobre a maturidade de Chun Li: "...ganhou uma perspectiva mais filosófica. Ela vive a vida de maneira calma, mas radiante.". Na descrição de seu perfil no site oficial, "Chun-Li dá aulas de Kung Fu e se tornou uma figura adorada pela comunidade local.". A professora, ex-agente da Interpol, continua dedicando-se a cuidar de Li Fen, a criança resgatada após o incidente das Black Moons de Street Fighter V.

    A velocidade não envelheceu para a graciosa lutadora, e agora, dois movimentos foram destacados no trailer: o Tenshoukyaku (este esquecido desde Street Fighter Alpha); e o Serenity Stream, novo movimento que antecede a dois desdobramentos, seja um soco Low Hit ou um chute Launcher.
    O dançarino JAMIE:
    O primeiro estreante trazido à público em Street Fighter 6. "Seus movimentos de breakdance e boxe bêbado se refletem em sua roupa e penteado." segundo a descrição de Takayuki. Jamie se espelha nos irmãos gêmeos Yun e Yang, e da mesma forma, se opõe a injustiça em Chinatown. O "Punho Bêbado" nunca antes foi representado em Street Fighter, e agregar o estilo à movimentos de Break Dance torna Jamie um lutador brilhante!
    Na jogabilidade de Jamie especificamente, o lutador necessita se embebedar durante a luta para que novos movimentos sejam possíveis, o que traz uma dinâmica de combate bem diferente.
    VAZAMENTO:
    Embora as suspeitas sejam de vazamento proposital, a Capcom se pronunciou sobre as informações divulgadas não oficialmente no Tweet abaixo:
    O BLACKBELT Virtual Dojo of Games respeita seus leitores, e mesmo que seja impossível escapar de vazamentos, estes não serão noticiados.

    PLATAFORMAS e PREVISÃO DE LANÇAMENTO:
    Após um hiato de 8 anos, a Microsoft volta a receber o título em sua própria biblioteca de games, desta vez para o X-BOX Series S/X. Street Fighter 6 também está confirmado para as plataformas da Sony, o Playstation 4 e Playstation 5. Para PC, a Valve disponibilizará o game por meio de sua plataforma, o Steam.

    A data ainda não foi confirmada, mas a Capcom promete o fighting game com lançamento em 2023.
    SITE OFICIAL: https://streetfighter.com/6/pt-br/
    FONTE: https://twitter.com/StreetFighter
    Opinião:
    Querido leitor, peço desculpas por ter demorado com a matéria (visto a notícia ser de 02 de Junho), porém adianto que escrevi tudo com muito cuidado, e confesso ter me divertido muito ao analisar tudo sobre Street Fighter 6. O grande volume de informações disponibilizadas não somente pelo trailer, mas também através do belíssimo site oficial do jogo, são suficientes para entendermos o futuro do jogo, e deu muito trabalho para colocá-las todas aqui (mais uma vez, perdão pelo atraso). Também destaco as redes sociais do título, muito comunicativas dentro do conteúdo oficial. Quando vi o teaser em Fevereiro, não tinha grandes expectativas, e pensei surgir um novo Street Fighter V. Depois de assistir o trailer de anúncio, este no topo da página aqui do BLACKBELT, minha paixão explodiu pelo game, e até o momento, 09 de Julho, continuo assistindo o trailer, e me empolgando muito com a música tema, com o visual vislumbrante dos lutadores, cenários. As novas mecânicas, ajustadas para um equilíbrio geral do elenco, soam como um antídoto para melhor lidar com futuros balanceamentos, nivelando o jogo desde a base ao integrar um sistema de combate universal.

    Me preocupo um pouco com a versão Playstation 4, pois embora seja uma excelente notícia a plataforma receber o game, talvez o nível técnico sofra com a limitação, e convenhamos, Street Fighter V continua com características gráficas pouco congruentes com o fim da geração. Mortal Kombat 11 fez um bom trabalho no sentido de transitar entre as gerações, e acredito que Street Fighter 6 pode seguir o mesmo exemplo se for bem programado tanto para otimização quanto para alta qualidade gráfica.

    O modo campanha para um jogador desperta curiosidade, porém honestamente, trocaria tudo por um novo Final Fight dentro de Street Fighter 6.

    A Capcom fez um excelente trabalho e entregou informações que todos estavam esperando, e a meu ver, superou expectativas!
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